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Será por acaso que cidadão e cidade têm as primeiras 5 letras idênticas?

As cidades têm vindo a crescer já não apenas como um contínuo de edifícios de infraestruturas, mas também de uma forma fragmentada e dispersa, espalhando-se por áreas enormes. Muitas iniciativas surgem desgarradas  e sem adequada articulação com a envolvente.

Visões individuais, falta de participação dos cidadãos nas suas diversas áreas de atuação culminam frequentemente em situações de insuficiente legibilidade e funcionalidade do espaço público e, sobretudo uma ausência de identidade.

Recentemente tenho acompanhado algumas publicações de uma pequena comunidade intitulada de  "REurb"  que tem como objetivo principal devolver as cidades às pessoas, tornando-as mais agradáveis pela conjugação da criatividade e a inovação. A REurb parece  apresentar ideias para intervenções de baixo custo nas cidades tornando as pessoas mais felizes. Os meus parabéns a este tipo de comunidades! Parabéns REurb!

Com muita frequência, não só como cidadã comum, mas como enfermeira de cuidados de saúde primários tenho constatado que esta desarticulação e falta de sensibilidade (por vezes justificada pelo facto de existirem "coisas" mais prioritárias ou "emergentes") é causa de inúmeros problemas de saúde,  exclusão social, não comunicação... infelicidade.

Prevenir  a doença e promover a saúde também é sentir e projetar as cidades como "nossas", respeitar o espaço público, contribuir para que o mesmo seja mais inclusivo, mais articulado, mais pensado...
... Do meu ponto de vista este assunto diz respeito a todos.



E assim termino com a publicação de dois vídeos que refletem o dia a dia de quem não se sente parte integrante do seu espaço.

Parabéns aos autores do vídeo.
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