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“I’m a City Changer”: Cada cidadão pode melhorar sua cidade!

“I’m a City Changer” é um movimento global promovido pela ONU-Habitat para compartilhar e disseminar iniciativas individuais, públicas e corporativas que buscam melhorar as cidades. Este movimento foi lançado com o objetivo de sensibilizar e coordenar esforços para que os cidadãos ajudem com pequenas ações a tornar suas cidades mais agradáveis para se viver.

Se considerarmos os efeitos da mudança climática, a modificação de padrões de consumo em detrimento do meio ambiente e as desigualdades socioeconômicas como aspectos cotidianos das cidades, muitas pessoas verão sua qualidade de vida prejudicada. Para evitar todos esses efeitos negativos, a campanha mundial “I’m a City Changer” busca gerar consciência nos cidadãos, para que estes conheçam seis fatoresque ajudariam a criar cidades sustentáveis.
Por outro lado, o movimento apresenta 10 razões para que a cada dia mais pessoas participem.
Esta campanha tem como objetivo criar cidades sustentáveis que se desenvolvam mediante seis fatores básicos:
Courtesy of Plataforma Urbana

1. Cidade relutante. Preparar cidades para a mudança, administrar as adversidades, e ser reticente ao empregar as ações para reduzir o risco. A urbanização e o desenvolvimento só podem ser sustentáveis se adaptarem às exigências e riscos futuros e se ele é resistente às mudanças climáticas e desastres naturais. Cidadãos capacitados e comunidades treinadas são necessários para que o plano seja eficaz e incorporados na agenda urbana de uma cidade.
2. Cidade Verde. Os edifícios por si só representam 30% das emissões dos gases responsáveis pelos efeito estufa. Para minimizar seus efeitos, o planejamento futuro das cidades deve ser feito com uma gestão consciente dos recursos naturais. Assim, se se constrói uma cidade “verde” promove-se o desenvolvimento sustentável por meio de sua arquitetura e o uso dos recursos.
3. Cidade segura e saudável. Transformar as cidades em lugares saudáveis e seguros, assegura que estas se convertam em locais atraentes para se viver. Com isso, aproveita-se todo o potencial para a criação de estratégias e para enfrentar desafios atuais e futuros. Se alcançado, as cidades podem superar obstáculos relacionados às mudanças climáticas, ao consumo de recursos, abastecimentos de alimentos, etc.
4. Cidade Inclusiva. As cidades socialmente acessíveis e inclusivas permitem a promoção de direitos iguais para pessoas de diversas rendas e gênero. As cidades que possuem esta vantagem abrem-se à participação dos cidadãos carentes, para que estes possam desfrutar das vantagens urbanas. Os desafios colocados pelo ritmo e escala do processo de urbanização contemporânea exalta a necessidade de investimentos em infraestrutura e a criação de políticas públicas que promovam a inclusão social às pessoas com menos recursos.
5. Cidade planejada.O planejamento sustentável presente em cidades como uma política pública, deveria incluir consultas ao cidadão, a fim de incentivar a participação de todos os habitantes do local. Isso pode resolver as necessidades ambientais, problemas econômicos e sociais que afligem as pessoas de locais específicos que, sem consulta, não seriam considerados de maneira individual.
6. Cidade Produtiva. O desenvolvimento econômico igualitário é necessário para a criação de cidades inclusivas que concedem oportunidades econômicas e de emprego para todos os cidadãos. Desta maneira, são construídos lugares mais agradáveis e que garantam os postos de trabalho que atendam as necessidades de pessoas de diferentes setores.
Dez razões para tornar-se um City Changer
Aqui são abordados os aspectos, que a longo prazo, podem mudar o movimento.
Courtesy of Plataforma Urbana

1. Os desafios do século XXI estão nas cidades. Como mais da metade da população mundial vive em cidades, as áreas urbanas são o foco do impacto gerado pela rápida urbanização, globalização e as mudanças climáticas, de modo que se deve tomar medidas para atenuar os efeitos colaterais desses fenômenos nas próprias cidades.
2. A população mundial está crescendo. Segundo estimativas da ONU – Habitat: em 2030, 60% da população mundial viverá nas cidades, enquanto em 2050 70% o fará. Assim, o número de cidades com mais de um milhão de cidadãos ultrapassará 450, sendo que 20 cidades se tornarão “megacidades”, com uma população de mais de 10 milhões de cidadãos. Para evitar a saturação desses locais, o ideal seria a promoção do desenvolvimento de certas zonas rurais, mediante a instalação de serviços e infraestrutura
3. Não mais favelas. Um bilhão de pessoas da população mundial vive em assentamentos informais que não permitem a instalação de serviços básicos e não possuem planejamento formal urbano. Estima-se que, em 2020, cerca de 889 milhões dos moradores urbanos do mundo viverá em áreas urbanas deste tipo.
4. Enfrentar a Mudança Climática. A população urbana está crescendo e mudando seus padrões de consumo, o que evidencia a limitação que existe em relaçãoaos recursos naturais. Considerando que os efeitos da mudança climática afetam o abastecimento de água e de algum modo propiciam desastres naturais, a população também pode afetar outras áreas com a expansão de suas necessidades, áreas como a produção industrial, os fluxos de transporte e da disponibilidade de bens serviços.
5. Diminuir as emissões. A concentração de massa nos centros urbanos implica no maior consumo de energia, representando 70% do total de emissões do planeta.
6. As áreas urbanas são locais de oportunidades econômicas. Áreas de urbanização são bem avaliadas. Uma cidade compacta e bem planejada oferece vantagens de negócios em termos de competitividade e de trabalho. Portanto, as pessoas de baixa renda que vivem em cidades são mais propensos a sair da pobreza em comparação com a população de zonas rurais.
7. As cidades são o futuro da nova geração. Pessoas entre 15 e 24 totalizam 18% da população mundial. Cerca de 85% deles vivem em países em desenvolvimento, onde participam de atividades em suas comunidades.
8. As cidades são criativas e produtivas. Cidades são consideradas os motores da criação de riqueza e de propostas inovadoras. Nota-se este fato, pois, 66% da atividade econômica mundial e 85% da inovação tecnológica e científica ocorre nas cidades.
9. Amamos as cidades! As cidades são onde a nossa vida acontece, gerando laços de identidade entre as comunidades e seus habitantes. E por isso, uma parte da cidade é uma parte de cada habitante.
10.É hora de mudar. Trabalhando juntos, podemos conquistar cidades melhores. Portanto, é hora de começar a mudança e agora é o momento para City Changers.
Fonte: Britto , Fernanda . "“I’m a City Changer”: Cada cidadão pode melhorar sua cidade!" 13 Dec 2012. ArchDaily. Accessed 04 Feb 2013. <http://www.archdaily.com.br/86218>

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